Thierry Henrot, Sheraton Lisboa Hotel & Spa. “O nosso hóspede está hoje mais informado e mais exigente”

Raquel Costa
Hotéis
Thierry Henrot, diretor geral do Sheraton Lisboa Hotel & Spa, conversa com a TRAVEL MAGG sobre as mudanças no perfil dos que procuram os que visitam a unidade com 53 anos.

No Dia Mundial do Turismo, a TRAVEL MAGG celebra um dos hotéis mais icónicos da capital, o Sheraton Lisboa Hotel & Spa. Com 369 quartos e uma taxa média de ocupação de 75%, o hotel continua a marcar presença no panorama hoteleiro da cidade, destacando-se pela combinação de tradição, modernidade e vistas privilegiadas sobre Lisboa.

Ao longo de 53 anos, o Sheraton consolidou-se como marco da hotelaria lisboeta, mantendo o estatuto de “oitava colina de Lisboa”. Thierry Henrot, diretor-geral desde 2019, destaca a evolução do hotel, que alia conforto e inovação: o SPA de grande dimensão, as salas de reuniões versáteis e a oferta gastronómica diferenciadora continuam a atrair tanto hóspedes de lazer como de negócios, refletindo a história e a modernidade deste ícone da cidade.

Leia a entrevista

O que é que distingue o Sheraton Lisboa Hotel & SPA numa cidade com cada vez maior oferta neste segmento?

Lisboa tem hoje uma oferta hoteleira muito diversificada e competitiva, mas acreditamos que o Sheraton Lisboa Hotel & Spa se distingue pela combinação única entre tradição e modernidade. Somos um dos hotéis de referência da cidade há mais de 50 anos, reconhecidos pelo serviço de excelência, pela introdução de conceitos inovadores e inevitavelmente pelas vistas deslumbrantes sobre Lisboa, como um dos edifícios mais altos da cidade.

O nosso SPA, um dos maiores da capital, é outro fator diferenciador, oferecendo uma experiência de bem-estar que complementa a estadia, quer em lazer, quer após um dia de reuniões. Além disso, dispomos de um centro de conferências totalmente equipado, preparado para receber eventos de diferentes dimensões, o que nos posiciona de forma sólida no segmento MICE. Outro aspeto que nos orgulha é o forte envolvimento em projetos de sustentabilidade e responsabilidade social. Estamos comprometidos em reduzir a pegada ambiental do hotel, através de práticas como a gestão eficiente de energia e água, a redução de plásticos de utilização única, a compostagem, a promoção do não desperdício alimentar e a aposta em fornecedores locais.

Sheraton Lisboa Hotel & Spa

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Paralelamente, participamos em iniciativas comunitárias e de responsabilidade social, como as parcerias com o C.A.S.A., o Café Joyeux, a A.C.A.P.O., a A.P.A.V., entre outras, contribuindo para uma sociedade mais justa. Por fim, destacaria também a excelência da nossa equipa e o serviço personalizado, que combinam a hospitalidade portuguesa com os standards internacionais da marca Sheraton. É esta fusão entre conforto, conveniência, autenticidade e compromisso com a comunidade que faz com que muitos dos nossos hóspedes regressem.

Desde que se deu o boom turístico em Portugal e, em particular, em Lisboa, o perfil do vosso hóspede alterou-se? Que mudanças assinala?

Desde o boom turístico em Portugal, e em particular em Lisboa, temos notado alterações significativas no perfil dos nossos hóspedes. Tradicionalmente, recebíamos sobretudo visitantes europeus — espanhóis, franceses, britânicos ou alemães. Hoje, esse leque é muito mais diversificado, com um crescimento expressivo de hóspedes provenientes dos Estados Unidos e do Brasil, mas também da Ásia. Em termos de idades, assistimos igualmente a uma maior heterogeneidade. De um lado, jovens viajantes e nómadas digitais, que procuram estadias mais flexíveis e experiências autênticas; de outro, famílias e casais de meia-idade, que valorizam conforto, gastronomia e segurança. No geral, diria que o nosso hóspede está hoje mais informado e mais exigente. Valoriza não apenas a qualidade do serviço, mas também a autenticidade da experiência, a sustentabilidade e o contacto próximo com a cultura local. Essa evolução obriga-nos, naturalmente, a adaptar a nossa oferta e a inovar continuamente para responder a estas expectativas.

“Se conseguirmos equilibrar a atratividade com a sustentabilidade, Lisboa poderá evitar cenários como os de Barcelona ou Albufeira”

Relativamente ao segmento no qual se inserem, que combina MICE (nr: Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions, em português, reuniões, viagens de incentivo, conferências, congressos, feiras e exposições) e turismo de lazer, que mudanças notaram na procura?

No âmbito do MICE, notamos uma retoma forte após a pandemia: Lisboa consolidou-se como destino de excelência para congressos, reuniões e eventos internacionais, beneficiando da acessibilidade aérea, do clima e da qualidade da nossa oferta hoteleira e de serviços. Os clientes corporativos estão hoje mais atentos a soluções híbridas e tecnológicas, mas também à sustentabilidade na organização dos eventos. Já no turismo de lazer, a procura cresceu de forma expressiva e diversificada, muitas vezes complementando a componente profissional. É cada vez mais comum termos hóspedes que vêm por motivos de trabalho e prolongam a estadia para usufruírem da cidade em família ou em lazer individual. Este fenómeno, a que chamamos ‘Bleisure’, ganhou força nos últimos anos e tornou-se uma tendência clara. Em suma, vemos uma procura mais dinâmica, em que o trabalho e o lazer se cruzam, obrigando-nos a oferecer experiências completas que respondam a ambos os contextos: espaços versáteis para reuniões e eventos, aliados a propostas autênticas de lazer, cultura e bem-estar.

Qual é o perfil do hóspede do vosso hotel?

O perfil do hóspede do Sheraton Lisboa é bastante diversificado, refletindo a própria atratividade da cidade. Recebemos uma forte componente de viajantes de negócios, nomeadamente participantes em congressos, conferências e reuniões, que valorizam a localização central, a qualidade das nossas infraestruturas e a excelência do serviço. Paralelamente, acolhemos cada vez mais hóspedes de lazer — casais, famílias e viajantes individuais — que procuram não apenas conforto, mas também experiências diferenciadoras, como o nosso SPA, ou os conceitos gastronómicos inovadores. Em termos de nacionalidades, a diversidade tem crescido significativamente. Para além dos mercados tradicionais europeus, temos registado um aumento consistente de hóspedes provenientes dos Estados Unidos, do Brasil e da Ásia. No fundo, o nosso hóspede é cosmopolita, informado e exigente, procurando uma estadia que combine conveniência, autenticidade e experiências memoráveis.

“Lisboa tem feito um percurso notável na forma como se posiciona internacionalmente, mas é natural que um crescimento tão rápido no fluxo turístico traga desafios.”

Relativamente à cidade: acha que Lisboa se está adaptar da melhor forma ao fluxo crescente de turismo? O que acha que é preciso fazer para segmentar o público e não cairmos em cenários como Barcelona ou mesmo Albufeira?

Lisboa tem feito um percurso notável na forma como se posiciona internacionalmente, mas é natural que um crescimento tão rápido no fluxo turístico traga desafios. A cidade tem procurado adaptar-se, seja através de melhorias nas infraestruturas, na mobilidade ou na diversificação da oferta cultural e de lazer. Ainda assim, acredito que há espaço para reforçar uma estratégia de longo prazo, que assegure a sustentabilidade do destino. O fundamental é apostar numa segmentação clara do público: atrair turistas que procurem experiências culturais, gastronómicas e autênticas, e não apenas um destino de lazer rápido e massificado. Para isso, é preciso investir em comunicação e promoção segmentada, mas também em políticas que valorizem a qualidade da experiência, desde a preservação do património até à aposta em eventos internacionais. Se conseguirmos equilibrar a atratividade com a sustentabilidade, Lisboa poderá evitar cenários como os de Barcelona ou Albufeira, garantindo que o turismo continua a ser um motor económico, mas também um contributo positivo para a vida da cidade e das suas comunidades.

Se tivesse de sugerir 24 horas perfeitas, como seria o seu dia ideal no Sheraton Lisboa Hotel & SPA?

Começaria com um pequeno-almoço para ganhar energia antes de sair a explorar a cidade. Graças à localização central, é muito fácil mergulhar no ritmo de Lisboa — seja numa caminhada pela Avenida da Liberdade e pelo Chiado, seja numa visita ao Castelo ou a Belém. De regresso ao hotel, nada melhor do que uma pausa revitalizante no nosso SPA, um dos maiores da cidade, com piscina exterior aquecida, tratamentos de assinatura e ginásio totalmente equipado.

Ao final da tarde, sugeriria um cocktail descontraído no Lobby Bar com música ao vivo, ideal para relaxar antes do jantar. Para a refeição, a experiência pode ser verdadeiramente especial: desde os menus imersivos do Le Petit Chef, à aventura sensorial do Dans Le Noir ?, passando pela deliciosa gastronomia local do Restaurante Bistro. Não esquecer de passar pelo rooftop Panorama para tirar uma selfie com a vista mais deslumbrante de Lisboa.

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