Boa Vista. O destino com calor e praias deslumbrantes para onde pode fugir da chuva desde 64€

Cabo Verde
Não precisa de muitos dias de férias: basta colar dois ao fim de semana para trocar os guarda-chuvas pelas havaianas e aproveitar ao máximo esta ilha cabo-verdiana no Oásis White Hotel, que a Travel MAGG foi conhecer.

Kristin, Ingrid, Joseph. Tantos nomes para as tempestades que têm assolado Portugal continental nos últimos dias, quando a palavra podia ser só uma: depressão. Já ninguém tem paciência para este janeiro interminável, chuva persistente e céus cinzentos, e como bons portugueses, já ansiamos por dias de sol, de preferência com temperaturas agradáveis, pés na areia e cerveja gelada na mão.

Mas e se lhe dissermos que não tem de 1) desesperar pela chegada do verão ou 2) gastar uma pequena fortuna numas férias paradisíacas nas Maldivas como Cristina Ferreira, mas sim fazer a festa com pouco mais de quatro horas de voo e viagens desde 64€?

Não é um sonho, mas sim uma realidade que fomos conhecer de perto no arranque de 2026 quando embarcámos para a deslumbrante ilha da Boa Vista, em Cabo Verde, um destino ainda não tão turístico como o Sal, o que permite fugir de enchentes, mas onde é notório que é esse o objetivo.

Há construções por todos os lados, uma simpatia que nos faz querer voltar e preços que não sendo da chuva, são mais simpáticos do que os de Lisboa  — e nem vale a pena comparar com os de muitos outros destinos de praia, porque no dia que uma cerveja custar 2,50€ num beach club, falem connosco.

E, na verdade, não precisa de muitos dias de férias para conhecer e aproveitar a ilha, sendo este um destino perfeito para uma escapadinha ou um fim de semana prolongado, seja a dois ou com miúdos.

Como chegar?

No nosso caso, passámos quatro dias na Boa Vista, e aproveitámos na totalidade três deles, sendo um programa perfeito para um fim de semana prolongado e fazendo a festa com dois dias de férias colados ao fim de semana. A EasyJet voa de Lisboa para a Boa Vista às quintas-feiras e domingos, e fomos no voo (madrugador) das 7h05, o que nos permitiu chegar à ilha às 10h20, mais que a tempo de estarmos plantados na praia às 11 horas da manhã. Já o regresso foi feito no domingo, pelas 10h25.

Oásis White Hotel - quartos
White Hotelcréditos: https://independentpicture.pixieset.com

Os preços na easyJet começam nos 64€ com partida de Lisboa (voo de ida, com simulação para 5 de fevereiro), sendo que a companhia também voa a partir do Porto, embora neste caso apenas aos domingos, o que o obrigaria a uma semana de férias (desde 62€ para voo de ida, também no mês de fevereiro).

Já a TAP tem voos diretos para a ilha desde Lisboa, Porto, Faro e também desde a Madeira e os Açores. No caso de partidas de Lisboa, há voos às terças-feiras e sábados (desde 151,48€ para voo de ida, preço mais barato em fevereiro de acordo com a nossa simulação). Há mais opções do Porto, com voos às segundas, terças, sextas e sábados (e valores desde 207,17€, voo de ida, também para o arranque de fevereiro).

Onde ficar?

No caso da Travel MAGG, fomos convidados para ir conhecer o Oásis White Hotel, do grupo português Oásis Atlântico Hotels & Resorts, com unidades hoteleiras no Brasil e em Cabo Verde. Localizado em Sal Rei, a capital da ilha, esta unidade de quatro estrelas foi inaugurada em abril de 2023 e trata-se de um hotel citadino, embora a Praia do Estoril esteja a uns curtos 10 minutos a pé.

Oásis White Hotel - quartos
créditos: https://independentpicture.pixieset.com

A unidade foi a nona do grupo Oásis Atlântico a abrir e a estreia na Boa Vista. A fazer jus ao nome do hotel, o branco é predominante por todo o espaço, com uns toques de azul turquesa, sendo o estilo clean uma aposta clara numa estética contemporânea, sem perder a ligação com a paisagem da ilha.

Vejas as fotos dos quartos.

Com 67 quartos com design moderno, estes estão divididos em três tipologias: deluxe room, deluxe executive e deluxe suite, sendo que alguns têm vista para o mar, tal como foi o caso da suite onde ficámos alojados, super ampla, com uma varanda maior do que muitos apartamentos T0 arrendados por uma fortuna no centro de Lisboa, e vista desafogada para a piscina.

No caso da nossa suite, o espaço abundava e contava com duas televisões com canais portugueses, uma virada para a cama, a outra na parede oposta, virada de frente para um sofá nas costas da cabeceira.

Oásis White Hotel - quartos
White Hotelcréditos: https://independentpicture.pixieset.com

Cama confortável, bom isolamento de som, cinco estrelas para a vista (e para as espreguiçadeiras na varanda, que safaram os banhos de sol quando o vento na praia ficou demasiado agressivo) e espaço na casa de banho, embora com duas falhas a apontar: um lavatório mínimo e sem qualquer espaço para guardar mais do que meia dúzia de produtos, o que ganha ainda mais importância quando falamos da casa de banho de uma suite, e poucas (ou quase raras) ameneties.

É fazer a festa com um sabonete para lavar as mãos e com um gel/champô. Nada contra e tudo a favor dos dispensadores, mas era simpático encontrar champô, condicionador e gel de banho.

Para além da localização central e da extrema simpatia dos funcionários, o grande ponto forte deste hotel é a comida. O buffet de pequeno-almoço cumpre o esperado, há bastante oferta de fruta fresca, sumos, não faltam os produtos de charcutaria, queijos e cereais, e embora não nos tenhamos ousado a provar, até moamba de vegetais encontrámos. As notas de ouro vão para os ovos mexidos cremosos feitos no momento (caso peça à cozinha), para os bolos caseiros e para os pães de leite fofinhos que comemos todas as manhãs.

Oásis White Hotel - quartos
créditos: https://independentpicture.pixieset.com

Já no Whale Restaurant, o restaurante do hotel com capacidade para 60 pessoas (onde é possível comer à carta, ou inserido na pensão completa ou meia pensão do hotel, preferindo assim o buffet ao jantar), a qualidade também está presente por toda a carta.

De entradas e tapas, há propostas como azeitonas marinadas, pastéis de milho e rissóis de peixe, bem como tártaro de atum ou carpaccio de peixe do dia. Nos pratos principais, pode optar por peixe do dia grelhado, polvo à lagareiro, estufado de búzio, espetada do mar, filet mignon, osso bucco, bife de vitela com molho de cerveja, entre outros. Nas refeições que fizemos no restaurante, destacamos a qualidade da carne, que nos surpreendeu (e muito) pela positiva. Às sextas-feiras e sábados, mediante reserva, é noite de sushi.

Para além do restaurante, o hotel conta com uma piscina no rooftop, onde também está o W Sky Bar, um dos dois bares do hotel (o outro chama-se Wave Bar). Também há uma sala de eventos e uma área de fitness.

Os preços começam nos 113,05€ por noite, para duas pessoas, na tipologia quarto deluxe (simulação de 19 para 20 de fevereiro), com pequeno-almoço. No regime de meia-pensão, o preço sobe para os 167,45€.

Veja as fotos do hotel.

O que fazer?

Dado que a lógica de umas férias ou escapadinha na Boa Vista tem como objetivo ir em busca do calor, afirmamos sem medos que fazer praia é a meta chave da estadia.

Caso esteja alojado no Oásis White Hotel, pode usufruir das espreguiçadeiras e palhotas do Alísios Beach Club (um dos vários clubes da Praia do Estoril) sem qualquer custo extra devido à parceria do espaço com o hotel, e sem qualquer limitação horária.

Com um pouco de vento à mistura e um mar digno de proteção de ecrãs de computadores de tão cristalina que a água é, aproveite para pôr o bronze em dia, ler, dar mergulhos na água quentinha, fazer uma massagem na praia (desde 20€) e, quando a fome apertar, o Alísios também tem várias opções, desde saladas, massas, peixe do dia, frango grelhado e outras opções. Ah, e aproveite para matar a sede com a cerveja 100% cabo-verdiana Strela Kriola, que mesmo servida na espreguiçadeira do beach club, não lhe vai custar mais do que 2,50€.

Se for mais aventureiro, neste local pode alugar equipamento de wing foil (um desporto aquático que combina elementos do surf, windsurf e kitesurf, onde o praticante utiliza uma asa insuflável segurada com as mãos, sem estar presa à prancha, e uma prancha equipada com um hydrofoil), ter aulas ou praticar a modalidade.

Oásis White Hotel - quartos

Para além da Praia do Estoril, em Sal-Rei, que combina um mar calmo com bares de praia, pode também visitar a Praia de Varandinha, com as grutas naturais esculpidas pelo mar, ou a Praia de Santa Mónica, a mais extensa, menos explorada e classificada como uma das mais bonitas de Cabo Verde.

Pode ainda visitar as dunas de Viana, formadas por areia trazida do deserto do Saara, que são paragem obrigatória para fotografar ou fazer sandboard, assistir ao fenómeno da desova das tartarugas entre julho e outubro (recomenda-se marcar a experiência com operadores certificados), dado que Cabo Verde é a terceira maior reserva do mundo de tartarugas comuns (Caretta Caretta), ou fazer mergulho e snorkeling.

Outra experiência é um passeio de jipe pela ilha, que permite chegar a locais menos acessíveis, como o Cabo Santa Maria, onde um navio encalhado há décadas já é paragem obrigatória para tirar uma foto inesquecível para as redes sociais. Pela ilha, existem vários operadores que alugam veículos ao dia ou à semana, sendo estes maioritariamente jipes.

Onde comer?

Não faltam bons locais para comer na ilha. Para além do próprio restaurante do hotel, que tem bastante afluência de clientes externos, principalmente nas noites de sushi, às sextas-feiras e sábados, visitámos também o Sodade, um espaço que já nos deixa saudades (sim, tínhamos de fazer o trocadilho).

Com música ao vivo, salas interiores acolhedoras e uma esplanada linda de morrer, aqui serve-se um menu diversificado que combina influências africanas, portuguesas e internacionais, com ênfase em ingredientes frescos e locais. Há opções como ceviche de esmoregal com lima, tártaro de atum, guisado de búzios à moda tradicional, frango à moda Yassa e as tão típicas lagostas,bem como cachupa.

Sodade

Para além do restaurante, o Sodade conta ainda com um museu, a Casa da Cultura, que convida os visitantes a fazer uma viagem pelas tradições e pela história cabo-verdiana, desde a época colonial à cultura atual, com explicações em áudio para uma experiência mais envolvente.

A moeda da Boa Vista é o escudo cabo-verdiano, mas não há necessidade de trocar dinheiro, dado que os euros são aceites por praticamente toda a ilha. No entanto, poupa dinheiro se pagar em cartão (especialmente se usar Revolut e poupar nas taxas), dado que a facilidade da conversão faz com que gaste mais.

Passamos a explicar: um escudo cabo-verdiano equivale a 0,0091€, mas para facilitar a conversão, para pagar algo que custe 250 escudos cabo-verdianos, vão-lhe pedir 2,50€, caso pague em dinheiro. No entanto, se pagar os mesmos 250$ em cartão, o valor que lhe vai ser debitado na sua conta, automaticamente, é de 2,27€. Por isso, compensa pagar em cartão, se for possível.

Quanto a internet, o roaming de dados é um escândalo de caro, por isso aconselhamos a que compre um pacote de dados no seu operador português. No entanto, a oferta de wi-fi é bastante aceitável pelos espaços da ilha, incluindo os clubes de praia.

A Travel MAGG viajou a convite do grupo Oásis Hotels & Resorts.

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