No podcast Dish, apresentado pelo radialista Nick Grimshaw e pela chef estrela Michelin Angela Hartnett, o músico Jordan Stephens revelou que é tão obcecado por croissants que anda pelo mundo em busca do exemplar perfeito desta viennoiserie.
“O meu país favorito para comer croissants é a Hungria. Levo esta pesquisa muito a sério. Arrisco dizer que os croissants nem sequer são franceses. Acho que são austríacos e foram adotados pela cultura francesa. Já comi ótimos croissants em França, mas os melhores que já comi foi em Budapeste. Há uma pastelaria chamada VAJ, recomendo! Muito quentinhos e fofos. VAJ é a palavra húngara para manteiga”, revelou o músico.
Situada em Budapeste, a pastelaria VAJ elevou esta tradição a outro nível. Com três localizações na cidade — Rákóczi, Buda e Sas —, a VAJ combina técnicas artesanais de fermentação com ingredientes selecionados, produzindo croissants clássicos, doces, salgados, simples ou recheados. Entre as opções estão croissants de pistáchio, de baunilha com frutas e sanduíches em massa folhada, feitos com pães de fermentação natural e receitas adaptadas a cada estação. Cada loja funciona todos os dias, das 7h às 20h, oferecendo também cafés e chás especiais, bem como uma variedade de sobremesas sazonais.
O croissant, tal como o conhecemos hoje, tem origem na Áustria, mais precisamente em Viena, no século XVII ou XVIII. A versão vienense chamava-se kipferl, um pãozinho em forma de meia-lua, que já existia desde pelo menos o século XIII. O formato em meia-lua ganhou fama na Áustria após a Batalha de Viena (1683), como celebração da vitória sobre os otomanos, mas a receita era ainda diferente da massa folhada francesa.
O croissant moderno, com a massa folhada leve e laminada, foi desenvolvido em França, no século XIX, por padeiros franceses que adaptaram o kipferl vienense à técnica de pâte feuilletée (massa folhada). Assim, embora seja associado à gastronomia francesa, o croissant tem origem austríaca.
