“Heated Rivalry”. De Toronto a Montreal, as cidades da série mais escaldante do momento

Raquel Costa
Viagens
Canadá. Este é o destino a ter em conta para os fãs de "Heated Rivalry", a série passada nos bastidores do hóquei no gelo e que está a dar o planeta doido com o romance entre Shane e Ilya.

Hóquei no gelo, muito romance, sexo, ciúmes e uma banda sonora que vai agradar a todas as gerações. Estes são alguns dos ingredientes de “Heated Rivalry”, série canadiana que está a deixar o mundo completamente louco. A trama, baseada baseada na série de livros “Game Changers”, de Rachel Reid, tem como protagonistas duas jovens promessas da modalidade, que se apaixonam.

A série, originalmente criada para a plataforma de streaming canadiana Crave, só está disponível nos EUA e Canadá, mas já foi vista por fãs um pouco por todo o mundo e é objeto de milhares de memes e comentários nas redes sociais. “Heated Rivalry” está a deixar o mundo obcecado, graças à química entre dois rivais do hóquei no gelo e à forma como mistura drama, representatividade queer e bastidores do desporto profissional.

O fenómeno ganhou ainda mais força com o quinto episódio, “I’ll Believe in Anything” (emitido a 19 de dezembro), que se tornou um dos episódios de televisão mais bem avaliados de sempre no IMDb, com classificação perfeita de 10/10 e destaque nas listas dos melhores de 2025. A ação da trama realizada por Jacob Tierney e protagonizada por Connor Storrie (Ilya Rozanov) e Hudson Williams (Shane Hollander) passa‑se sobretudo no Canadá, entre a ficção de uma rivalidade entre equipas de Montreal e Boston e cenários muito reais em cidades de Ontário e Quebeque, transformados em palco para treinos, jogos, romance e muitos planos de cidade.

O universo de “Heated Rivalry”

A série acompanha Shane Hollander (Hudson Williams), estrela canadiana dos fictícios Montreal Metros, e Ilya Rozanov (Connor Storrie), avançado russo dos Boston Raiders, cuja rivalidade esconde uma relação secreta que desafia carreiras, contratos e expectativas de fãs e patrocinadores.

"Heated Rivalry"

Grande parte da série está situada em Montreal, que serve de base ficcional para os jogos em casa dos Metros e para a vida fora do gelo de Shane. A produção passa-se sobretudo em duas províncias canadianas — Ontário e Quebeque — e em cidades como Toronto, Hamilton, Guelph, Muskoka, Vaughan e a própria Montreal, que emprestam arenas, ruas e bares ao enredo.

1. Toronto, a “Nova Iorque” canadiana

Toronto, Canadá
Toronto, Canadá

Toronto é o grande centro das gravações de “Heated Rivalry”, com muitos dos momentos chave da série gravados em ruas, arenas e interiores da maior cidade do Canadá. As fachadas de vidro, os arranha‑céus do distrito financeiro e os bairros criativos permitem que a cidade se transforme tanto em cenário de jogos da liga profissional como em sósia de metrópoles norte‑americanas, como Nova Iorque ou Chicago.

Para quem visita Toronto, o roteiro começa quase sempre pela zona da orla, entre a Harbourfront e o passeio junto ao Lago Ontário, ideal para correr, andar de bicicleta e ter a cidade como pano de fundo. No centro, vale a pena combinar os edifícios históricos de Old Town e St. Lawrence Market com ícones modernos como a CN Tower, os teatros da Entertainment District e os murais de bairros como Queen West e Kensington Market.

Os adeptos de desporto podem juntar à maratona de “Heated Rivalry” uma noite real de hóquei ou basquetebol na Scotiabank Arena, casa dos Toronto Maple Leafs e dos Toronto Raptors, ou explorar arenas mais pequenas onde se formam as futuras estrelas da liga. A cidade oferece uma agenda intensa de restaurantes multiculturais, bares em rooftops e salas de concertos, perfeita para quem quer prolongar a atmosfera de série até de madrugada.

2. Hamilton, cidade de porto e bastidores

Hamilton, Canadá
Hamilton, Canadá

Hamilton, na margem ocidental do Lago Ontário, é outra peça importante no puzzle visual da série, escolhida pela produção pelo ambiente mais íntimo e industrial, ideal para cenas de bastidores e encontros longe dos grandes estádios. Entre os espaços usados está o Le Tambour Tavern, na James Street North, um restaurante com interior de madeira escura e luz quente que aparece em sequências de conversas mais pessoais entre personagens.

Le Tambour Tavern
Le Tambour Tavern

Para quem viaja, Hamilton combina o lado portuário e fabril com uma cintura verde de trilhos e cascatas que vale a escapadinha. A partir do centro, é fácil chegar a miradouros sobre o lago, explorar bairros com fachadas de tijolo recuperadas e arte urbana, ou fazer uma rota pelas várias quedas de água da região, muito procuradas por fotógrafos e caminhantes.

A cidade tem vindo a afirmar‑se como alternativa mais acessível a Toronto, com rendas mais baixas e uma cena cultural em crescimento, o que atrai artistas, jovens profissionais e cada vez mais produções audiovisuais. Para o visitante, isso traduz‑se em cafés independentes, pequenos espaços de música ao vivo e galerias onde é fácil cruzar‑se com estudantes de cinema ou técnicos que trabalham em séries como “Heated Rivalry”.

3. Montreal, hóquei, cultura e romance

Montreal, Canadá
Montreal, Canadá

Montreal é ao mesmo tempo cenário e personagem: na narrativa, é a casa dos Montreal Metros; na vida real, empresta arenas, ruas e monumentos que qualquer fã consegue reconhecer. Entre os locais que surgem na série estão o Bell Centre, palco real dos Montreal Canadiens e de grandes concertos, e ícones da cidade como o Estádio Olímpico, a Basílica de Notre‑Dame e o Oratório de São José no Mount Royal.

Para quem viaja, Montreal mistura o francês e o inglês no dia a dia, criando um ambiente europeu num contexto norte‑americano, com cafés de esquina, boulangeries e placas bilingues. O roteiro clássico passa pelo Vieux‑Montréal, com ruas de pedra, pela zona do porto antigo e pelas vistas do alto do Mount Royal, de onde se vêem os arranha‑céus modernos em contraste com igrejas e edifícios do século XIX.

Fora do centro histórico, bairros como Plateau‑Mont‑Royal, Mile End e Griffintown concentram restaurantes, bares de autor e salas de espetáculos onde se cruzam estudantes, artistas e trabalhadores da indústria criativa. Para quem quiser seguir a energia da série, assistir a um jogo de hóquei no Bell Centre e depois atravessar a pé até um bar de bairro é uma perfeita de entrar no espírito competitivo e romântico que o ecrã mostra.

4. Muskoka, Guelph e Vaughan

Além das grandes cidades, “Heated Rivalry” recorre a locais mais pequenos da província de Ontário, que servem para jogos fora, retiros de equipa e dias de descanso dos protagonistas. Muskoka, região de lagos e casas de campo a norte de Toronto, aparece em cenas mais tranquilas, com docas, barcos e florestas a sugerirem um lado mais introspectivo das personagens.

Muskoka, Canadá
Muskoka, Canadá

​Guelph entra em jogo sobretudo através do Sleeman Centre, arena multiusos que na realidade acolhe a equipa de hóquei local, mas que na série ganha nova identidade para jogos da liga de ficção. A cidade, com forte comunidade universitária, tem um centro com arquitetura vitoriana, cafés e pubs onde é fácil imaginar encontros entre jogadores longe dos holofotes.

Guelph, Canadá
Guelph, Canadá

​Já Vaughan, nos arredores de Toronto, contribui com infraestruturas modernas e espaços comerciais que podem “substituir” qualquer subúrbio norte‑americano, facilitando cenas de treinos, patrocínios e vida quotidiana. Para quem visita, é ponto de partida para parques temáticos como Canada’s Wonderland, outlets e centros de entretenimento, típico território de escapadinhas em família ou dias mais descontraídos depois da intensidade citadina. 

Canada's Wonderland
Canada’s Wonderland

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